CESAM integra projetos que aplicam IA ao mapeamento de ecossistemas vulneráveis do Atlântico profundo

Dois novos projetos internacionais complementares — DeepVision e Coral Cartography — vão acelerar o mapeamento de ecossistemas marinhos vulneráveis no Atlântico profundo, totalizando cerca de 3 milhões de euros em financiamento no âmbito do programa Challenger 150, um programa da Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano  para o Desenvolvimento Sustentável  co-liderado por Ana Hilário, investigadora do CESAM/Dbio.  

O CESAM é parceiro em ambos os projectos que são liderados pelo Plymouth Marine Laborrtory. O projeto DeepVision, recebeu 1.7 milhões de Euros (1,995 milhões de dólares) do Bezos Earth Fund para aplicar ferramentas de inteligência artificial à análise de imagens e acelerar o mapeamento de recifes de corais de águas frias e campos de esponjas, gerando evidência para proteção e gestão em larga escala;  o projeto Coral Cartography, financiado pelo CORDAP, tem um orçamento de 1.3 de Euros (1.454 milhões de dólares) para construir o maior atlas de corais de águas frias do Atlântico: normalizar grandes conjuntos de imagens, treinar modelos de deep learning e produzir mapas de distribuição, densidade e diversidade 

Em conjunto, estes projetos incluem investigadores de Portugal, Reino Unido, Irlanda, Noruega, Alemanha, Mauritânia, Namíbia, África do Sul, Brasil e Uruguai. Ana Hilário sublinha que a colaboração internacional é essencial para compreender e proteger os ecossistemas de grande profundidade. Nenhuma instituição o pode fazer isoladamente sendo necessário reunir esforços e alinhar objetivos para ampliar o impacto da investigação.

Os dois projetos constituem uma plataforma atlântica de ciência aplicada que acelera o mapeamento e disponibiliza informação robusta para a decisão na conservação e gestão de ecossistemas de profundidade, afirmando o CESAM como referência nesta área estratégica.

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