CESAM presente na Noite Europeia dos Investigadores 2025

Na noite de 26 de setembro de 2025, a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro acolheu a edição local da Noite Europeia dos Investigadores (NEI 2025), uma iniciativa internacional dedicada à aproximação entre ciência e sociedade. O CESAM marcou presença de forma destacada, apresentando projetos que refletem a diversidade e a relevância da investigação científica desenvolvida no centro, com enfoque nos desafios ambientais e no diálogo com a comunidade.

Entre os projetos apresentados, “Quem é quem no mar profundo?”, coordenado por Ana Hilário e Sofia Ramalho, investigadoras do CESAM/DBIO, levou os visitantes a explorar ecossistemas do oceano profundo através de imagens adquiridas por veículos de operação remota (ROVs) e a descobrir a extraordinária biodiversidade que existe nestes ecossistemas. “Muitos visitantes, sobretudo os mais novos, ficam fascinados tanto com as criaturas do fundo do mar como com a tecnologia que as revela. Mostrar esta ligação entre biologia e tecnologia é um dos pontos que inspira futuros estudantes a seguir esta área.” salientou Ana Hilário durante a demonstração. Para além da Fábrica, esta atividade esteve também na “BlueNIGHTs” na Torreira e na Noite Europeia dos Investigadores em Ambientes Rurais, em Armamar.

O ATMODOR, liderado por Regina Duarte, investigadorda do CESAM/DQ, que pretende desenvolver e implementar uma abordagem uniforme a nível europeu para apoiar a qualidade do ar e a gestão de odores em ambientes urbanos com e para os cidadãos, convidou o público a explorar o fascinante mundo dos odores. Os visitantes foram desafiados a identificar e descrever odores característicos a partir de um conjunto de sete referências, que iam de aromas vegetais e frutados, a notas mais inesperadas, associadas a pigmentos e plásticos. A investigadora sublinhou que a atividade gerou enorme curiosidade, com muitos participantes a ficarem fascinados ao perceber como é possível treinar o cérebro para reconhecer e memorizar cheiros. As crianças e jovens presentes mostraram uma vontade contagiante de explorar ainda mais aromas para além dos apresentados no evento. Com esta participação, o ATMODOR reforça a sua missão de aproximar a ciência da sociedade, mostrando a importância da gestão dos odores como critério da qualidade do ar que respiramos.

O Laboratório do Ar, dinamizado por Alexandra Monteiro e Ana Isabel Miranda, investigadoras do CESAM/DAO, apresentou uma ferramenta de monitorização e visiualização, com um sistema de sensores que permite aos visitantes verificarem como está a qualidade do ar que estão a respirar. Foi interessante verificar a subida das concentrações de alguns poluentes, como as partículas, com a presença de tantos participantes, referiu Alexandra Monteiro. Para além disso os participantes ainda tiveram hipótese de jogar a um Quizz para testar os seus conhecimentos sobre a poluição do ar. 

O CURIOSOIL, conduzido por Sónia Rodrigues, investigadora do CESAM/DAO, promoveu a literacia do solo e a sensibilização para a sua conservação e uso sustentável. “Para envolver o público de forma lúdica e sensorial, foram dinamizadas quatro atividades interativas: explorar os sons do solo, pintar com pigmentos de solo, descobrir os animais que nele habitam e contribuir para uma nuvem de palavras que completava a frase “O solo é…”. No final, todas as atividades permitiram despertar a curiosidade, estimular os sentidos e reforçar a consciência da importância deste recurso essencial” – destacou a investigadora.

Por fim, também presente no evento esteve o projeto Ship Clones, coordenado por Seila Díaz , que investiga os cancros transmissíveis em moluscos bivalves (neoplasia disseminada) com o objetivo de identificar biomarcadores clonais através de técnicas moleculares. Esta investigação aprofunda o conhecimento sobre os mecanismos de metástase em cancro e contribui para o desenvolvimento de ferramentas de monitorização ambiental. “A investigadora comentou que as pessoas ficam surpreendidas ao descobrir a existência de cancros transmissíveis e como diferentes bivalves de todo o mundo estão envolvidos neste fenómeno. Além disso, destacou que as crianças, através das atividades organizadas, aprenderam o que é um bivalve e as diversas formas que estes apresentam nas nossas águas. ‘É muito gratificante vê-las aprender a brincar’, acrescentou.”

Ao longo da noite, os visitantes interagiram com experiências, painéis informativos e conversas com investigadores, obtendo uma visão direta do trabalho científico desenvolvido em Aveiro. A participação do CESAM teve como objetivo divulgar resultados e métodos de investigação, bem e promover o contacto com a comunidade, com foco nas áreas ambiental e marinha.