A posição defendida pelo CESAM, CIIMAR, CCMAR, MARE e OKEANOS sobre o reconhecimento do Oceano como Domínio Estratégico da Ciência e Inovação alcançou ampla projeção mediática. A partir de um despacho da Lusa, o tema foi difundido por numerosos órgãos de comunicação social generalistas, regionais e especializados, integrou blocos noticiosos da Rádio Comercial e foi posteriormente desenvolvido em artigos de opinião e peças setoriais. Esta repercussão projetou para o debate público as propostas da Declaração de Aveiro sobre a Ciência do Mar Português 2026–2035.
Esta projeção mediática resultou da intervenção conjunta dos cinco centros no Encontro Ciência e Inovação 2026, realizado nos dias 15 e 16 de julho, no Centro de Congressos de Lisboa. Na sessão paralela dedicada aos Oceanos, foi apresentada a intervenção «O Oceano como Domínio Estratégico em C&I», que levou ao debate nacional sobre as prioridades da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI²) a visão consolidada na Declaração de Aveiro.
A iniciativa surge num momento determinante para a definição dos domínios estratégicos que deverão orientar a atuação da AI². Os cinco centros defendem que o Oceano deve ser reconhecido como área prioritária, por ser um domínio que reúne, simultaneamente, soberania, segurança, clima, energia, biodiversidade, alimentação, recursos geológicos, dados, património cultural, inteligência artificial, telecomunicações, economia, diplomacia e inovação.
Em conjunto, CESAM, CIIMAR, CCMAR, MARE e OKEANOS representam uma massa crítica superior a 900 investigadores doutorados, mais de 10 500 publicações científicas produzidas nos últimos cinco anos, mais de 700 projetos e cerca de 206 milhões de euros de financiamento. Esta capacidade científica coloca os centros numa posição privilegiada para contribuir para uma estratégia nacional integrada e baseada em conhecimento.
A relevância desta proposta é reforçada pela dimensão marítima de Portugal. A Zona Económica Exclusiva portuguesa abrange aproximadamente 1,7 milhões de quilómetros quadrados, enquanto a proposta de extensão da plataforma continental poderá conferir ao país responsabilidades sobre uma área marítima superior a quatro milhões de quilómetros quadrados. Esta realidade exige conhecimento científico, capacidade de observação e monitorização, infraestruturas adequadas e recursos humanos altamente qualificados.
A Declaração de Aveiro sobre a Ciência do Mar Português 2026–2035 resultou do 1.º Fórum de Investigação no Oceano, realizado a 13 de março de 2026 na Universidade de Aveiro e coorganizado pelos cinco centros de investigação. Elaborada a partir do trabalho desenvolvido por oito grupos temáticos, a Declaração apresenta uma visão estratégica para a ciência do mar portuguesa na próxima década e foi remetida às tutelas, com o pedido de integração dos seus objetivos no planeamento da AI².
O documento identifica fragilidades estruturais que continuam a condicionar o desenvolvimento das ciências do mar em Portugal, entre as quais o financiamento de curta duração, a instabilidade das carreiras científicas, as limitações no acesso a navios e outras infraestruturas de investigação, a dispersão dos dados e a insuficiência de programas de observação e monitorização de longo prazo. Sublinha igualmente a necessidade de reforçar a articulação entre ciência, políticas públicas, setores económicos e sociedade.
O reconhecimento do Oceano como Domínio Estratégico permitirá desenvolver uma política científica estável, orientada por missões e dotada de instrumentos adequados à dimensão e à complexidade do território marítimo nacional. Permitirá também assegurar continuidade na recolha de dados, promover a partilha de infraestruturas, reforçar a participação portuguesa em programas internacionais e transformar conhecimento científico em soluções para a segurança, a sustentabilidade e a competitividade do país.
«A Declaração de Aveiro identificou as condições necessárias para que a ciência do oceano responda aos desafios da próxima década. A sua apresentação no Encontro Ciência e Inovação permitiu levar esta visão ao debate sobre as prioridades da AI² e reforçar o apelo a que seja traduzida numa decisão estratégica, com continuidade, escala nacional e capacidade para transformar conhecimento em políticas públicas», afirma Amadeu Soares, diretor do CESAM.
Ao acolher e coorganizar o 1.º Fórum de Investigação no Oceano, contribuir para a elaboração da Declaração de Aveiro e participar na apresentação desta visão estratégica no Encontro Ciência e Inovação 2026, o CESAM reforça o seu compromisso com a construção de uma política científica nacional para o Oceano, colocando a Universidade de Aveiro e a sua comunidade científica no centro do debate sobre o futuro marítimo de Portugal.
Clipping de imprensa — Oceano como Domínio Estratégico
24 de julho de 2026
- Lusa — «Centros de investigação juntam-se para pedir o Oceano como Domínio Estratégico»
- Rádio Comercial — referência ao tema em blocos noticiosos.
- Executive Digest — «Centros de investigação juntam-se para pedir o Oceano como Domínio Estratégico»
- Notícias ao Minuto — «Centros de investigação juntam-se para pedir Oceano como Domínio Estratégico»
- Impala — «Centros de investigação juntam-se para pedir o Oceano como Domínio Estratégico»
- Correio da Manhã Canadá — «Centros de investigação juntam-se para pedir o Oceano como Domínio Estratégico»
- Observador — «Centros de investigação juntam-se para pedir o Oceano como Domínio Estratégico»
- DNotícias — «Centros de investigação juntam-se para pedir o Oceano como Domínio Estratégico»
- Público — «Centros de investigação exigem oceano como prioridade estratégica da ciência portuguesa»
- SAPO — «Centros de investigação juntam-se para pedir o Oceano como Domínio Estratégico»
- Green Savers/SAPO — «Centros de investigação juntam-se para pedir o Oceano como Domínio Estratégico»
- Região Sul — «Oceano reivindica lugar entre os Domínios Estratégicos da Agência para a Investigação e Inovação»
- Água & Ambiente — «Cinco centros defendem que o oceano seja reconhecido como área estratégica para a ciência»
- Notícias do Mar — «Centros de investigação pedem que Oceano seja Domínio Estratégico da AI²»
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