Paulo Baganha do CESAM/DGEO no “90 Segundos de Ciência”: Como a tecnologia ajuda a monitorizar a erosão costeira

O programa “90 Segundos Ciência” destacou o trabalho de Paulo Baganha Baptista, investigador do CESAM/DGEO, dedicado ao acompanhamento dos impactos de tempestades e outros eventos extremos na erosão costeira.

No episódio, o investigador explica que, ao longo do último inverno marítimo, a sucessão de temporais criou uma necessidade crescente de recolher dados de forma mais consistente sobre a evolução da linha de costa. Para responder a este desafio, a Universidade de Aveiro tem vindo a desenvolver técnicas de monitorização costeira, combinando métodos já consolidados com ferramentas mais recentes, como imagens de satélite, estações de vídeo e outros métodos indiretos de observação.

Estas tecnologias permitem acompanhar, quase em tempo real, o comportamento de zonas críticas de erosão. Um dos exemplos apresentados no programa é o caso de Mira, onde uma estação de vídeo-monitorização permitiu observar a evolução da praia junto ao Bairro dos Pescadores. Segundo Paulo Baganha Baptista, entre setembro de 2025 e o início de fevereiro foi registado um recuo de cerca de três metros; após novo temporal, ocorrido apenas uma semana depois, o recuo aumentou para mais de sete metros.

O investigador sublinha que a ocorrência de temporais sucessivos, separados por intervalos curtos, impede a recuperação natural da praia. Assim, cada novo evento pode agravar significativamente os efeitos do anterior, aumentando a vulnerabilidade das zonas costeiras.

O episódio reforça a importância da ciência e da monitorização contínua para compreender melhor os processos de erosão costeira e apoiar decisões de gestão do território. O “90 Segundos Ciência” é uma rubrica conjunta da Antena 1 e da FCSH da Universidade Nova de Lisboa, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Programa completo aqui.

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