Está bem estabelecido que os nanopesticidas oferecem um desempenho significativamente melhorado em comparação com os seus homólogos convencionais, isto também porque permitem uma agricultura de precisão, com dosagem precisa e fatores de libertação controlada e ativadores ambientais que permitem o melhor momento para os efeitos. Estudos mostraram evidências de melhor germinação, metabolismo das plantas, fisiologia e, assim, qualidade dos alimentos, e para reforçar a resiliência contra pragas e condições climáticas. Os nanomateriais avançados têm mostrado melhorar a produtividade agrícola e a qualidade do solo. No entanto, a pesquisa sobre estas aplicações da nanotecnologia está apenas no início. A avaliação de risco ambiental (ARA) dos PPPs (Produtos de Proteção de Plantas) segue uma abordagem de níveis. Para invertebrados do solo, atualmente são utilizados dois níveis: Nível 1, avaliação baseada em testes de toxicidade de reprodução com minhocas, colêmbolos e ácaros predadores; Nível 2, estudos de campo como uma opção de nível superior, pode ser realizado caso seja identificado risco inaceitável no Nível 1. Os níveis intermédios não são implementados, representando uma grande lacuna. Portanto, o nosso conceito baseia-se neste conhecimento adquirido. Neste projeto exploratório vamos executar um caso de estudo onde os elementos-chave incluem 1) Material Avançado (MaAv, nanopesticida), caracterização e destino ambiental, 2) Avaliação de efeito via Nível 1: testes padronizados e, 3) Avaliação de efeito via Nível Intermédio: cenário de alterações climáticas, 4) Avaliação de Risco (AR) e contribuição para 5) regulamentação e recomendações. Iremos combinar conhecimentos de NMs (estado da arte), com foco numa prova de conceito para gerar o conjunto de dados essenciais para AR, que integre adequadamente os impactos específicos das características dos materiais na avaliação do efeito e destino, para fins regulatórios – uma lacuna atual.
