O ritmo acelerado das mudanças ambientais diretas (por exemplo, destruição de habitats, sobrepesca, etc.) e indiretas (por exemplo, aquecimento global, aumento do nível do mar, etc.) é simultâneo com as maiores taxas de extinção já registradas. Apesar do conhecimento claro sobre a escala do declínio da biodiversidade, atualmente não há evidências de uma diminuição nas taxas de extinção em grande escala. Mas a perda de biodiversidade vai para além da extinção de espécies, afetando também vários níveis de organização e pode influenciar o bem-estar humano e seus meios de subsistência quando os serviços dos ecossistemas são interrompidos. A ferramenta mais poderosa para impedir e reverter a perda de biodiversidade é a criação e gestão direcionada de áreas protegidas, apoiando a meta 30×30 da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) da ONU, que visa: “proteger e gerir efetivamente 30% das áreas terrestres, de água doce, costeiras e marinhas do mundo até 2030”. Este projeto, na área de biologia da conservação, tem como objetivo usar métodos inovadores para enfrentar a perda de biodiversidade num grupo de espécies em rápido declínio, as aves migratórias costeiras. Irá tirar partido de ferramentas de observação da Terra e novas tecnologias para fornecer diretrizes de gestão em zonas húmidas costeiras e estabelecer novas metodologias para avaliar e monitorizar essas espécies e seus habitats.
