Professor Alfredo Rocha do CESAM em entrevista ao Jornal Expresso sobre a diminuição do número de voos e a consequente diminuição de dados para realização de previsões meteorológicas

É expectável que a redução do número de voos durante a crise pandémica se possa refletir na qualidade das previsões meteorológicas, defende Alfredo Rocha. Dados publicados no semanário Expresso e compilados por vários investigadores, incluindo o Professor Alfredo Rocha, mostram essa possibilidade. “Grande parte dos voos comerciais são muito importantes para a previsão de tempo realizada pelos institutos de meteorologia”. A previsão de tempo utiliza as Leis da Física para prever a evolução das propriedades da atmosfera, nomeadamente, a temperatura, precipitação, os ventos, entre outros. Para tal é necessário conhecer da melhor forma possível as propriedades físicas da atmosfera próximo da superfície mas também em altitude, num determinado instante de tempo. É a partir deste conhecimento inicial que se realiza a previsão do tempo para alguns dias à frente. Estas observações são obtidas em estações meteorológicas, mas também em boias ancoradas ou à deriva nos oceanos, radares e satélites meteorológicos. Para além destes, os navios e os aviões reportam também observações meteorológicas de vários parâmetros meteorológicos realizados a bordo. Desde logo, aponta ainda, a quebra no número de voos devido à COVID-19 tem-se traduzido na redução de relatórios meteorológicos diários de aproximadamente 800000 para 170000 o que representa uma quebra de 80%.

Notícia completa: https://www.ua.pt/pt/noticias/9/63224

Mais informações: https://expresso.pt/coronavirus/2020-05-08-Como-o-coronavirus-esta-a-afetar-as-previsoes-meteorologicas-2

 

 

(Foto de Nishant Das no Pexels)